Bonsai Cuidados

 

CUIDADOS BÁSICOS COM O BONSAI

Instruções Básicas:
Um dos pontos fundamentais para a manutenção do Bonsai refere-se a escolha do local onde será mantida a planta. De uma maneira geral e com poucas exceções o Bonsai deve ser cultivado ao ar livre, ou seja, exposto as variações climáticas tais como: chuva, vento, frio, sol etc., de acordo com as necessidades específicas de cada planta. O ideal é que permaneçam em um ambiente aberto (jardim, varanda ou sacada) com sol direto pelo menos na parte da manhã, podendo até permanecer em ambientes fechados por curtos períodos de tempo (no máximo 3 dias) evitando sobremaneira ambientes artificiais (ar condicionado e aquecedor). A tendência que os galhos e folhas tem de crescer em direção ao sol poderá provocar desequilíbrio na forma; evite-o fazendo uma rotação periódica nos vasos, procurando não mudá-los de local.

Rega:
É na rega que consiste uma das maiores dificuldades de manutenção das plantas, pois uma das características do Bonsai é o cultivo em vasos pequenos e com pouca profundidade. Associado a este item está a necessidade diferenciada de consumo de água que varia de planta para planta assim como o nível de exposição ao sol. Levando em consideração esses fatores, e principalmente com observações diárias, é que vamos adquirir com o tempo experiência suficiente para executarmos esta prazerosa tarefa sem maiores dificuldades. De uma maneira geral as regas devem ser diárias e os melhores horários são de manhã cedo ou final da tarde. A rega deve ser feita em toda a extensão do vaso inclusive por sobre a planta, deixando alguns segundos de intervalo para que a água possa penetrar na terra, podendo para isso ser utilizado um regador de bico fino. Além das regas, nos dias mais quentes, uma borrifação na parte aérea ajudará a manter a umidade da planta e eliminar traços de poeira depositados sobre as folhas. Procure não manter sua planta sempre encharcada, pois poderá provocar o apodrecimento das raízes. Nunca deixe um prato ou similar sob o vaso para evitar o acúmulo permanente de água, a não ser no caso de viagem curtas de fim de semana, para viagens prolongadas o melhor é deixar o bonsai com alguém que possa regá-lo. Caso ocorra um ressecamento acidental, molhar a superfície do vaso poderá não ser o suficiente, se fazendo necessário mergulhar o vaso todo por 3 ou 5 minutos, para uma absorção completa da água. Se estiver ocorrendo dificuldade na absorção de água nas regas diárias, experimente revolver a superfície do solo para melhorar a drenagem, se isto não resolver provavelmente será necessário se fazer a troca de vaso (replantio).

Poda e Modelagem:
A poda e a modelagem é feita para se conseguir a forma desejada e poderá ser feita com arames de cobre ou alumínio, associada a podas periódicas. Os arames terão a função de direcionar o crescimento dos galhos e as podas periódicas servirão para manter a forma inicial removendo brotos e galhos que cresçam fora da posição ou exageradamente. O uso de boas técnicas de aramação nos permite trabalhar com árvores de quase todos os tipos. Por exemplo se você quiser fazer um bonsai parecer mais velho, estas técnicas devem ser usadas para que todos os galhos fiquem inclinados para baixo, ou ainda se você quiser acentuar as curvas do tronco ou eliminá-las por completo. O mais fino possível, que possa segurar o galho na posição desejada é o diâmetro certo do arame a ser utilizado. Não é conveniente aramar árvores que foram plantadas recentemente, sempre dê ao seu bonsai tempo para se recuperar de uma técnica, antes de começar outra. O arame deverá sempre ser enrolado na direção para onde o galho vai ser curvado, evitando sempre enrolar (esmagar) folhas, brotos e pequenos ramos junto ao tronco. Não aperte muito para não danificar o galho. Enrole o arame em volta do galho apertando apenas o suficiente para conseguir um resultado satisfatório. O processo de aramação leva aproximadamente de seis à oito meses até que a forma seja definida. Em muitos casos será necessário rearamar certos galhos para finalmente se conseguir a forma desejada. Como a aramação é uma das técnicas fundamentais para a modelagem, é possível que você acabe adquirindo um bonsai ainda com os arames de formação, neste caso será importante obter informações sobre o tempo correto que o arame ainda deverá ficar na planta, pois a permanência do arame por um tempo excessivo poderá trazer danos irreparáveis nos galhos onde estão colocados.

Replantio:
Esta operação deverá ser realizada periodicamente, dependendo do tipo de planta, do estado em que ela se encontra, do tamanho do vaso e do tipo de substrato onde ela está plantada. De um modo geral as plantas caducifólias (perdem as folhas no inverno), as frutíferas e as plantas com floração abundante devem ser transplantadas todos os anos, as coníferas (cedros, pinheiros, etc.) e as árvores perenes (não perdem as folhas) devem ser transplantadas a cada dois ou três anos. Quanto mais velha é a árvore mais intercalado deverá ser o replantio. A melhor época para realizarmos esta operação é no princípio da primavera, quando se reinicia a circulação de seiva, os brotos iniciam sua atividade e a árvore um novo ciclo. A mistura da composição do solo poderá variar em suas proporções conforme o tipo de árvore que estamos replantando.

Adubação:
O bonsai assim como outros tipos de plantas cultivadas em vasos necessitam de reposições periódicas de nutrientes para que possam se desenvolver em sua plenitude. No caso específico dos bonsai, as fertilizações devem receber cuidados especiais pelo tamanho reduzido do vaso e a pouca quantidade de terra que os mantém, ou seja, os nutrientes da terra, serão absorvidos com maior rapidez, assim como o excesso prejudicaria o desenvolvimento saudável da planta podendo até causar a sua morte. Os fertilizantes podem ser orgânicos ou químicos, no caso dos adubos orgânicos podemos utilizar esterco de frango curtido, ou ainda uma mistura de farinha de osso a torta de mamona em partes iguais e também curtida. No caso dos orgânicos temos um nível de segurança maior com relação a possíveis excessos, pois estes são absorvidos gradativamente pelo solo e pela planta. Como dosagem média recomendamos uma colher de chá em cada canto do vaso, variando as quantidades de acordo com o tamanho dos vasos. Os adubos químicos possuem formulações diferentes com relação as porcentagens de nitrogênio, fósforo e potássio, podendo serem apresentados na forma sólida (granulado) e líquido. Na aplicação dos adubos químicos é importante tomar muito cuidado, pois altas concentrações nas dosagens podem ser fatais. Devemos então, fazer as aplicações diluindo as dosagens à metade das recomendadas pelo fabricante, preferencialmente trabalhando com os adubos líquidos que também são absorvidos pela parte aérea da planta. Não fertilize as plantas quando secas, e sim aproximadamente uma hora após as regas, devendo as aplicações serem feitas pela manhã bem cedo, ou no final da tarde. As adubações devem ser quinzenais e somente na primavera e o outono. Nas espécies frutíferas a adubação deverá ser suspensa no início da floração e retornar apenas quando o fruto estiver do tamanho de uma ervilha, já para as espécies floríferas a adubação deverá ser suspensa durante toda a floração. Nunca devemos adubar as plantas doentes, fracas ou recém transplantadas, e neste caso específico aguardando pelo menos um mês antes de reiniciar as adubações.

Nitrogênio (N) - nas plantas o Nitrogênio participa
de inúmeros compostos vitais. Pode-se afirmar que
sem ele as plantas não podem realizar os
processos da fotossíntese e respiração, mas sua
principal função é sem dúvida a regulação do
crescimento. O Nitrogênio promove crescimento
vigoroso. Com a falta de Nitrogênio a planta não
cresce normalmente, e se torna pequena e com um
menor número de folhas, além de apresentar uma
coloração amarelada, primeiramente nas folhas
mais velhas e em seguida, atingindo as demais.
Este sintoma está ligado ao fato da molécula de
clorofila, responsável pela coloração verde das
folhas, ser constituída por quatro átomos de
nitrogênio.
 
Fósforo (P) - sua função está relacionada
principalmente aos compostos energéticos
constituídos por ele, sendo que muitos destes
compostos participam da fotossíntese e da
respiração. O Fósforo também acelera a
maturação dos tecidos. É muito importante para o
crescimento das raízes, o florescimento e
frutificação. Quando se tem falta de fósforo os
sintomas aparecem principalmente nas folhas mais
velhas, que apresentam uma coloração azulada ou
arroxeada. Sua deficiência também atrasa o
florescimento e faz com que o número de frutos e
sementes seja reduzido.
 
 

Potássio (K) - é exigido pelas plantas em enormes
quantidades e sua função está relacionada
especialmente com as enzimas que operam em
quase todas as reações da planta. Sem potássio a
planta não é capaz de respirar. No período da
frutificação sua presença em abundância é
importante, pois ele auxilia o crescimento de grãos
e frutos. O potássio tem função no auxílio ao
combate às doenças. Pode-se constatar a
deficiência através de manchas ou queimas nas
margens das folhas mais velhas. Outras
características de sua deficiência são o
crescimento lento, plantas com raízes pouco
desenvolvidas, caules fracos e muito flexíveis,
plantas mais suscetíveis a ataques de doenças e
ainda a formação de sementes e frutos pouco
desenvolvidos.
 

Pragas e doenças:
Todas as plantas vivas, inclusive os bonsai são suscetíveis a pragas e doenças. Contudo podemos recorrer a um conjunto de medidas que podem assegurar a saúde de suas plantas. Talvez o mais fácil e importante meio de proteger-se de problemas é inspecionar as plantas regularmente e estar consciente do fato de que insetos e doenças geralmente não atacam plantas saudáveis e bem cuidadas. Assim convém enfatizar que quantias liberais de raios solares, ar fresco, e água são indispensáveis para se precaver de possíveis infestações. Podemos também fazer as aplicações mensais de prevenção com inseticidas e fungicidas. Estes produtos podem ser adquiridos em lojas especializadas de produtos agropecuários e seus rótulos devem ser lidos com a máxima atenção, pois contém informações importantes com relação aos cuidados na aplicação, assim como, as devidas dosagens que deverão ser reduzidas em 50% da recomendação feita pelo fabricante. Na dúvida da identificação das pragas e doenças ou nas maneiras de aplicação dos produtos será importante consultar um Engenheiro Agrônomo, ou pelo menos uma pessoa com experiência na identificação destes problemas e no tratamento das plantas.

Considerações Gerais:
Na arte do bonsai existem inúmeras técnicas relacionadas ao seu cultivo, técnicas para obtenção das mudas, para o plantio, modelagem e manutenção. Esta complexidade na arte de cultivar plantas em vasos não deve em momento algum desestimular os iniciantes que tem interesse em aprender, muito pelo contrário, deverá despertar a necessidade em manter um contato mais íntimo com a natureza. Com o passar do tempo o novo bonsaísta aprenderá que não será preciso ele possuir um alto nível de conhecimento técnico-científico, nem ser um Biólogo ou Agrônomo, mas sim desenvolver o principal que é o amor pelas plantas e o respeito pela natureza como um todo. No dia a dia a complexidade das técnicas será diluída em cuidados simples e fáceis, se tornando uma atividade prazerosa e relaxante. É importante lembrar que no começo o nosso sucesso dependerá bastante das primeiras plantas que iremos adquirir. Assim devemos procurar pessoas idôneas para adquirirmos nossos bonsai ou as mudas para trabalharmos, pessoas estas que repassem informações sobre a planta em questão, tais como: nome popular, nome cientifico, idade aproximada, tempo em que a planta está no vaso, época de poda e replantio, quando tirar o arame se a planta ainda estiver aramada, e características especifícas, tais como: época de floração, frutificação e seus cuidados básicos.

 

 
 
 
     

ESTILOS DE BONSAI

 

1Bankan

As árvores neste estilo destacam-se pela sua aparência de velhice. As curvas do tronco e as partes de madeira morta lhes dão um aspecto trágico e lhes fazem majestosas. Representam aquelas árvores crescendo em zonas altas, expostas à ação da neve, dos raios, das tormentas, etc.
É um estilo muito apreciado e bastante valorizado pela dificuldade técnica em manter viva uma árvore, com apenas uma parte do seu tronco vivo. Muitos dos bonsai naturais encontrados nas montanhas e modelados pela natureza se adaptam a este estilo.

2Bunjin

É um estilo bastante difícil de definir. A palavra bunjin significa "aquele que sabe" , e tem sua origem na escola chinesa de desenho Literati, onde mestres de diferentes artes desenhavam árvores praticamente com um único traço de pincel.

Ele não segue nenhuma das regulamentações dos estilos mencionados anteriormente. Fisicamente, o estilo Bunjingi não apresenta galhos nos dois primeiros terços do tronco.

3Chokkan

São aquelas árvores nas quais o tronco é totalmente reto, sem curvas, mais grossos na base que no ápice. Os galhos estão dispostos em tríades (esquerda, direita, para trás) todos ao redor do tronco, de maneira que formem uma silhueta triangular. Representa as árvores que crescem em terrenos planos, à distância de outras, recebendo luz solar em todas as direções, o que proporciona o crescimento dos galhos em todas os sentidos, sem curvas. Uma das variantes deste estilo é chamado "espanador" (hokidachi). Aqui o tronco é também reto e sem curvas, mais grosso na base que no ápice, porém a diferença da anterior é que todos os galhos nascem de um mesmo ponto, situado geralmente à altura de três vezes a espessura do tronco.

4Fukinagachi

São aquelas árvores que, sendo inclinadas, se diferenciam do estilo SHAKAN porque só possuem galhos no lado em que o tronco se inclina. Representam as árvores que estão expostas a uma força lateral constante do vento, o que faz com que os galhos apontem para uma determinada direção. Essas árvores são, geralmente, encontradas nas regiões costeiras.
Neste estilo também é muito importante o ângulo de inclinação dos galhos em relação ao tronco. Assim como a posição da planta no vaso, atendo em vista que não existem galhos em um dos lados do tronco, o que também produz uma sensação de instabilidade.

5Han-kengai

No estilo Kengai, o topo da árvore deve estar abaixo da borda do vaso. Quando o ápice da árvore está na mesma altura da borda, chama-se HAN-KENGAI (Meia-cascata); e quando temos uma parte da árvore se direcionando para cima e outro galho em forma de cascata, chamamos de GAITO-KENGAI (Cascata em cúpula). Quando temos mais de um tronco em forma de cascata, chamamos de TAKAN-KENGAI.

6Hokidachi

Este tem o tronco vertical, com os galhos muito ramificados formando uma copa única. De certo modo, parece uma vassoura invertida.

7Ikadabuki

Este estilo representa uma árvore caída, através da qual os galhos laterais se convertem em troncos. É um fenômeno muito freqüente na natureza. Em bonsai, é um estilo pouco utilizado, pois como os troncos nascem em linha reta, não permitem muitos arranjos visuais satisfatórios.

8Ishitsuki

Dentro deste estilo se classificam as árvores cujas raízes crescem dentro de uma rocha. São estilos espetaculares e muito utilizados em bonsai.

9Kabudachi

Este tem vários troncos nascendo de uma mesma raíz. Os bonsai com diversos troncos, que incluem os tipos duplos, triplos e quíntuplos, descritos no estilo Sokan, são também denominados kadudachi.

10Kengai

Este estilo representa as árvores que crescem entre as rochas das montanhas escarpadas e que, pela ação de seu próprio peso, caem verticalmente. É um estilo muito peculiar em bonsai, pois requer um vaso mais profundo que o habitual, o que proporciona o equilíbrio visual. O tronco pode ou não ter curvas, porém os galhos devem estar dispostos em camadas que estejam ao alcance da luz solar.

11Moyogi

Neste estilo, as árvores crescem retas, com curvas à direita e à esquerda, à frente e atrás. Se traçarmos uma linha vertical do topo até o solo, esta deve passar pela base do tronco. Os galhos seguem também uma forma triangular, devendo, preferencialmente, se localizarem nas curvas externas do tronco. É uma das formas mais utilizadas de bonsai. É um estilo em que há infinitas possibilidades para a linha do tronco, posto que é a forma mais freqüente de árvores na natureza, o único condicionamento é que os galhos laterais devem crescer pela parte exterior das curvas. Deve-se, entretanto, evitar curvas demasiadamente monótonas e repetitivas ao longo do tronco.

12Neagari

Neste estilo, as raízes da árvore estão expostas ao ar e aparecem sobre o nível do solo. É um estilo inspirado nas plantas que nascem perto de uma corrente de água e têm suas raízes expostas devido à ação da erosão, ou em terrenos demasiadamente pedregosos, onde desenvolvem mais raízes aéreas em busca de nutrientes para a sua subsistência.

13Netsuranari

Neste estilo, da raiz principal surgem todos as demais árvores, com uma separação suficiente entre si, para aparentar um pequeno bosque. Na natureza, é um fenômeno que ocorre com freqüência em espécies como o Fícus e o Ulmus.

14Sabamiki

São aquelas árvores que apresentam o tronco partido e oco, em decorrência dos efeitos da natureza, como por exemplo, os raios e erosões que apodrecem uma parte da árvore. Neste estilo é conveniente trabalhar com árvores que possuem uma madeira bastante resistente.

15Sekijoju

Dentro deste estilo se classificam as árvores cujas raízes circulam uma rocha à procura do solo.

16Shakan

Neste estilo, o tronco nasce inclinado desde o solo, podendo ou não ter curvas. A característica principal deste estilo é o fato do topo não se projetar sobre a base do tronco. É um dos estilos em que a posição dos galhos tem mais importância, haja vista que seu ângulo de inclinação dará à árvore a sensação de equilíbrio. Representam aquelas árvores que crescem em terrenos em declive ou colinas, e pelo peso da folhagem se inclinam para um lado. Chamaremos SHO-SHAKAN àquelas árvores com pouca inclinação (até 25°); CHU-SHAKAN àquelas com inclinação entre 25° e 40°; e DAÍ-SHAKAN àquelas que estão quase que horizontais, sem chegar a ser uma semi-cascata.

17Sharimiki

É um estilo em que o bonsai possui uma ou várias regiões sem casca. Também possui a característica de velhice bastante acentuada. É também muito atraente o contraste de cores entre o tronco descascado branco e a parte da casca que se mantém viva, com uma cor mais escura. É um formato bastante apreciado pela dificuldade técnica em manter viva uma árvore, com umas poucas vias de cascas.

18Sojukan

É uma exceção no bonsai, pois devemos, geralmente, evitar os números pares. Não obstante, é uma regra bastante freqüente, em que duas árvores com sistema radicular independente se colocam juntas em uma mesma bandeja. Também é muito difícil, tecnicamente, conseguir um conjunto harmonioso.

19Sokan

Neste estilo, de um mesmo sistema radicular nascem dois troncos, pois se trata de apenas uma árvore e não de duas árvores separadas. É muito importante que os dois troncos sejam desiguais em tamanho e grossura, e que nasçam desde a base das raízes. Os galhos são tratados em conjunto, como única árvore, isto é, na parte interna dos troncos não existirão ramificações. Existem ainda os estilos Sankan (três troncos), Gokan (cinco troncos) e Sichichikan (sete troncos). Quando o número de troncos é superior a sete, chamamos de Kabudachi (tronco múltiplo).

20Yose-Ue

Neste caso, diferentes árvores estão plantadas em uma mesma bandeja. O número de árvores deve ser maior que três, preferindo-se números ímpares. Este estilo é um dos que transmitem maior sensação de naturalidade e perspectiva; entretanto, as regras para uma composição harmoniosa são bastante complicadas.