CUIDADOS BÁSICOS COM O BONSAI
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ESTILOS DE BONSAI
As árvores neste estilo destacam-se pela sua aparência de velhice. As curvas do tronco e as partes de madeira morta lhes dão um aspecto trágico e lhes fazem majestosas. Representam aquelas árvores crescendo em zonas altas, expostas à ação da neve, dos raios, das tormentas, etc. |
Bunjin
É um estilo bastante difícil de definir. A palavra bunjin significa "aquele que sabe" , e tem sua origem na escola chinesa de desenho Literati, onde mestres de diferentes artes desenhavam árvores praticamente com um único traço de pincel. |
Chokkan
São aquelas árvores nas quais o tronco é totalmente reto, sem curvas, mais grossos na base que no ápice. Os galhos estão dispostos em tríades (esquerda, direita, para trás) todos ao redor do tronco, de maneira que formem uma silhueta triangular. Representa as árvores que crescem em terrenos planos, à distância de outras, recebendo luz solar em todas as direções, o que proporciona o crescimento dos galhos em todas os sentidos, sem curvas. Uma das variantes deste estilo é chamado "espanador" (hokidachi). Aqui o tronco é também reto e sem curvas, mais grosso na base que no ápice, porém a diferença da anterior é que todos os galhos nascem de um mesmo ponto, situado geralmente à altura de três vezes a espessura do tronco. |
Fukinagachi
São aquelas árvores que, sendo inclinadas, se diferenciam do estilo SHAKAN porque só possuem galhos no lado em que o tronco se inclina. Representam as árvores que estão expostas a uma força lateral constante do vento, o que faz com que os galhos apontem para uma determinada direção. Essas árvores são, geralmente, encontradas nas regiões costeiras. |
Han-kengai
No estilo Kengai, o topo da árvore deve estar abaixo da borda do vaso. Quando o ápice da árvore está na mesma altura da borda, chama-se HAN-KENGAI (Meia-cascata); e quando temos uma parte da árvore se direcionando para cima e outro galho em forma de cascata, chamamos de GAITO-KENGAI (Cascata em cúpula). Quando temos mais de um tronco em forma de cascata, chamamos de TAKAN-KENGAI. |
Este tem o tronco vertical, com os galhos muito ramificados formando uma copa única. De certo modo, parece uma vassoura invertida. |
Ikadabuki
Este estilo representa uma árvore caída, através da qual os galhos laterais se convertem em troncos. É um fenômeno muito freqüente na natureza. Em bonsai, é um estilo pouco utilizado, pois como os troncos nascem em linha reta, não permitem muitos arranjos visuais satisfatórios. |
Ishitsuki
Dentro deste estilo se classificam as árvores cujas raízes crescem dentro de uma rocha. São estilos espetaculares e muito utilizados em bonsai. |
Kabudachi
Este tem vários troncos nascendo de uma mesma raíz. Os bonsai com diversos troncos, que incluem os tipos duplos, triplos e quíntuplos, descritos no estilo Sokan, são também denominados kadudachi. |
Kengai
Este estilo representa as árvores que crescem entre as rochas das montanhas escarpadas e que, pela ação de seu próprio peso, caem verticalmente. É um estilo muito peculiar em bonsai, pois requer um vaso mais profundo que o habitual, o que proporciona o equilíbrio visual. O tronco pode ou não ter curvas, porém os galhos devem estar dispostos em camadas que estejam ao alcance da luz solar. |
Neste estilo, as árvores crescem retas, com curvas à direita e à esquerda, à frente e atrás. Se traçarmos uma linha vertical do topo até o solo, esta deve passar pela base do tronco. Os galhos seguem também uma forma triangular, devendo, preferencialmente, se localizarem nas curvas externas do tronco. É uma das formas mais utilizadas de bonsai. É um estilo em que há infinitas possibilidades para a linha do tronco, posto que é a forma mais freqüente de árvores na natureza, o único condicionamento é que os galhos laterais devem crescer pela parte exterior das curvas. Deve-se, entretanto, evitar curvas demasiadamente monótonas e repetitivas ao longo do tronco. |
Neagari
Neste estilo, as raízes da árvore estão expostas ao ar e aparecem sobre o nível do solo. É um estilo inspirado nas plantas que nascem perto de uma corrente de água e têm suas raízes expostas devido à ação da erosão, ou em terrenos demasiadamente pedregosos, onde desenvolvem mais raízes aéreas em busca de nutrientes para a sua subsistência. |
Netsuranari
Neste estilo, da raiz principal surgem todos as demais árvores, com uma separação suficiente entre si, para aparentar um pequeno bosque. Na natureza, é um fenômeno que ocorre com freqüência em espécies como o Fícus e o Ulmus. |
Sabamiki
São aquelas árvores que apresentam o tronco partido e oco, em decorrência dos efeitos da natureza, como por exemplo, os raios e erosões que apodrecem uma parte da árvore. Neste estilo é conveniente trabalhar com árvores que possuem uma madeira bastante resistente. |
Sekijoju
Dentro deste estilo se classificam as árvores cujas raízes circulam uma rocha à procura do solo. |
Neste estilo, o tronco nasce inclinado desde o solo, podendo ou não ter curvas. A característica principal deste estilo é o fato do topo não se projetar sobre a base do tronco. É um dos estilos em que a posição dos galhos tem mais importância, haja vista que seu ângulo de inclinação dará à árvore a sensação de equilíbrio. Representam aquelas árvores que crescem em terrenos em declive ou colinas, e pelo peso da folhagem se inclinam para um lado. Chamaremos SHO-SHAKAN àquelas árvores com pouca inclinação (até 25°); CHU-SHAKAN àquelas com inclinação entre 25° e 40°; e DAÍ-SHAKAN àquelas que estão quase que horizontais, sem chegar a ser uma semi-cascata. |
Sharimiki
É um estilo em que o bonsai possui uma ou várias regiões sem casca. Também possui a característica de velhice bastante acentuada. É também muito atraente o contraste de cores entre o tronco descascado branco e a parte da casca que se mantém viva, com uma cor mais escura. É um formato bastante apreciado pela dificuldade técnica em manter viva uma árvore, com umas poucas vias de cascas. |
Sojukan
É uma exceção no bonsai, pois devemos, geralmente, evitar os números pares. Não obstante, é uma regra bastante freqüente, em que duas árvores com sistema radicular independente se colocam juntas em uma mesma bandeja. Também é muito difícil, tecnicamente, conseguir um conjunto harmonioso. |
Sokan
Neste estilo, de um mesmo sistema radicular nascem dois troncos, pois se trata de apenas uma árvore e não de duas árvores separadas. É muito importante que os dois troncos sejam desiguais em tamanho e grossura, e que nasçam desde a base das raízes. Os galhos são tratados em conjunto, como única árvore, isto é, na parte interna dos troncos não existirão ramificações. Existem ainda os estilos Sankan (três troncos), Gokan (cinco troncos) e Sichichikan (sete troncos). Quando o número de troncos é superior a sete, chamamos de Kabudachi (tronco múltiplo). |
Yose-Ue
Neste caso, diferentes árvores estão plantadas em uma mesma bandeja. O número de árvores deve ser maior que três, preferindo-se números ímpares. Este estilo é um dos que transmitem maior sensação de naturalidade e perspectiva; entretanto, as regras para uma composição harmoniosa são bastante complicadas. |